
Sim, é compreensível este medo e ele é compreendido pelo profissional experiente e pode ser desfeito no decorrer do processo ou mesmo na primeira entrevista. Suas preocupações quanto ao início das sessões são legítimas e devem ser consideradas sempre na relação entre paciente e o profissional.
O início de um processo de psicoterapia ou de uma análise pode despertar em nós as mais variadas emoções: medo e vergonha de falar de si mesmo para um desconhecido ou mesmo de lidar com situações traumáticas.
Os processos de autoconhecimento trazem desconforto e sentimentos dolorosos, mas é através deles que podemos ressignificar nossas vivências, dar sentido às nossas inibições, diminuir ou cessar a repetição de relações e situações traumáticas e criar novas estratégias emocionais duradouras e gratificantes.
De fato, não é fácil, mas é possível que se estabeleça uma aliança terapêutica respeitosa, sem julgamentos ou temas proibidos. O atendimento deve sempre partir da perspectiva de um vínculo respeitoso, confiável, acolhedor, seguro, estável e sigiloso.
O profissional que está com você neste processo precisa garantir que isso aconteça. O processo de psicoterapia não pode ser mais doloroso e traumático do que as situações de sofrimento que você já viveu ou está vivendo.
Fale com um profissional e experimente esta jornada desafiadora, mas extremamente libertadora emocionalmente.
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